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Junho 2, 2022

Os Anjos no Céu se Regozijam

Compilação

[The Angels in Heaven Rejoice]

Algumas das últimas palavras de Jesus antes de sua ascensão aos céus expressaram a missão de Seus discípulos: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”.[1]

Fazia quarenta e três dias que Jesus havia morrido na cruz, e ressuscitado após três dias. Tudo para proporcionar ao ser humano a oportunidade de ser perdoado por seus pecados, se reconciliar com Deus e ter a vida eterna. Sua morte e ressureição possibilitaram a salvação. Fez com que seja possível habitarmos eternamente com Ele.

Jesus passou os anos de ministério público pregando, ensinando e treinando. Jesus estendeu a mão ao Seu público-alvo, os pecadores que precisavam de salvação. As pessoas com as quais Se encontrava e comia nem sempre eram os ricos, os justos, ou aquelas que viviam “corretamente”. Ele estava disposto a ministrar aos rejeitados—os odiados cobradores de impostos, os pecadores, e os indignos.

Jesus foi criticado por Se associar a pessoas que eram marginalizadas, mas deixou claro a importância de cada alma, independente de suas circunstâncias: “Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo. Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: ‘Este homem recebe pecadores e come com eles’”.[2]

Ele contou então a seguinte parábola:

Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida. Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”.

Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e a procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.[3]

Para Deus cada pessoa é valiosa. Deus não faz acepção de pessoas. Todos, independentemente do seu status, são pecadores perante Ele e precisam de Seu amor e perdão. Ele deseja que todos recebam a Salvação, e o céu se regozija quando isso acontece.—Peter Amsterdam

Alegria na presença dos anjos de Deus

Você provavelmente está pensando no que Jesus disse em duas de Suas parábolas. Primeiro, Ele fala sobre uma ovelha que se perdeu e depois sobre uma moeda que foi perdida. (Pode ler ambas em Lucas 15:3–10.) Nos dois casos, algo muito valioso havia sido perdido; seus donos procuraram diligentemente até encontrarem e quando o fizeram, não só eles se regozijaram, mas amigos e vizinhos também participaram da alegria.

Jesus disse que nós somos muito mais infinitamente valiosos para Deus, e que quando estamos perdidos e separados dEle, Ele nos procura e faz o máximo para nos resgatar. E quando finalmente percebemos o quão perdidos estamos e recorremos a Ele, arrependidos e com fé, Ele Se regozija — juntamente com todo o Céu. Jesus disse: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.[4]

Por que se alegram? Não porque estão surpresos, mas porque uma grande vitória foi conquistada! Alguém foi arrebatado das garras de Satanás, da morte e do inferno, então faz todo sentido o Céu inteiro se alegrar! As palavras de Jesus reiteram como somos importantes para Deus e o quanto Ele anseia que estejamos junto dEle no céu por toda a eternidade.

Mas as palavras de Jesus também nos lembram que Deus pagou pela nossa salvação com a morte de Seu Filho, Jesus Cristo. Não demore. Volte-se para Cristo em arrependimento e fé hoje. A Bíblia diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.[5]Billy Graham[6]

Um tipo especial de alegria

O nosso Senhor nos diz que “há alegria diante dos anjos de Deus”, e por um motivo muito especial... A alegria “por um pecador que se arrepende”.

Vocês todos, trabalhadores do Mestre, aqueles que varrem em busca do dinheiro perdido; vocês que seguram os castiçais nos iluminando tanto quanto podem — e talvez até já cansados disso — venham e se revigorem ao ver alguns dos resultados de seu serviço! E você, que em semelhança ao Grande Pastor, tem buscado a ovelha perdida e se arranhou nos muitos espinheiros, você que está cansado dos muitos saltos que precisou dar pelas colinas, esqueça-se do seu cansaço por uns momentos e venha participar da alegria dos servos de Cristo, vendo-os se alegrar diante do Trono de Deus nas alturas por todas as almas que estão sendo salvas! …

Jesus nos diz que “há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador”. Esse pecador pode ser uma humilde serva, ou um trabalhador cujo nome nunca será famoso — mas ele é singular. Os anjos, porém, entoam os louvores de Deus em abundância sem ficarem esperando até verem dezenas de pecadores arrependidos! Eles os observam sendo trazidos para Casa um por um, e ficam felizes com cada oportunidade de expressar sua alegria pelo número crescente de redimidos. …

Lembre-se que, no Céu, a conversão de um pecador é considerada algo tão maravilhoso que evoca uma alegria especial entre os anjos de Deus! Assim também, a salvação de uma só alma deve fazer seu espírito exultar e se regozijar com alegria inefável! Se você levar um pecador a Cristo durante a sua vida, não terá vivido em vão.—Charles Spurgeon[7]

A grande alegria de Deus na redenção

Jonathan Edwards disse: “O maior propósito de Deus com a redenção é sentir alegria”. Deus tem um interesse fascinante na conversão de pecadores para Sua própria felicidade.

Por outro lado, as Escrituras dizem que Deus não se alegra na morte do ímpio, Ezequiel 18. No mesmo capítulo diz: “Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Não, desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva”. ... Não existe prazer em ver a morte do ímpio. Mas Deus Se alegra com o arrependimento e a salvação dos pecadores.

O profeta Sofonias diz no capítulo 3: “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti... ele se deleitará em ti com alegria”. Na verdade, não pensamos em Deus gritando de alegria, mas o capítulo 15 de Lucas fala disso, da alegria de Deus quando os pecadores se arrependem.

No capítulo 15, versículo 1, temos o contexto: “E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir”. Todos os pecadores, os marginalizados. O versículo seguinte menciona a elite religiosa: “E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles”. Os fariseus e escribas hipócritas detestavam aqueles que consideravam pecadores. Para eles eram párias, zés-ninguém impuros, e achavam que o seu próprio desdém presunçoso para com os pecadores era a atitude de Deus para com os pecadores. Afinal de contas, eles eram os agentes de Deus. Eles eram os representantes de Deus no mundo, articulavam as virtudes de Deus, e tinham certeza de que Deus tinha puro desdém pelos pecadores.

A resposta de nosso Senhor a eles neste capítulo é que eles não conheciam a Deus. Estavam tão distantes de Deus que não entendiam que a alegria de Deus está relacionada à salvação dos pecadores….

Ele conta [uma] história para enfatizar o que quer dizer. No versículo 8, uma mulher tem dez moedas de prata. Esse seria praticamente o total de suas economias e o necessário para garantir o seu futuro. Ela perde uma dessas valiosas moedas, mas depois a encontra. Então chama seus amigos e vizinhos para comemorar, e a moral da história vem no versículo 10: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Há alegria entre os anjos de Deus. E quem seria o mais alegre ali entre os anjos? O próprio Deus; e os anjos se juntariam a essa comemoração de regozijo.

Toda vez que uma alma é salva, toda vez que um pecador é resgatado, o céu explode em alegria. Sendo assim, há uma alegria ininterrupta no céu, porque a cada momento, todos os dias, um pecador em algum lugar está sendo redimido. O céu está em constante estado de regozijo.—John MacArthur[8]

Publicado no Âncora em junho de 2022.