Agosto 12, 2026
[Driving Lessons from 2 Corinthians 5]
Durante muitos anos, fui considerado um bom motorista. Os passageiros muitas vezes comentavam que se sentiam seguros e tranquilos quando eu dirigia. No entanto, uma reflexão sobre 2 Coríntios 5 e a mensagem sobre o “ministério da reconciliação”, mudou minha perspectiva.
Depois de dirigir durante anos em grandes cidades, desenvolvi hábitos que não tinham nada de cristãos. Eu me irritava facilmente quando os motoristas não davam seta, mexiam no celular enquanto esperavam o sinal abrir, cortavam a minha frente ou ignoravam a preferência. Às vezes, eu até expressava minha frustração em voz alta. Sem perceber, estava constantemente acumulando motivos para condenar os outros motoristas. Era como se todos conspirassem para me atrapalhar e me atrasar.
Quando alguma situação fazia com que eu me atrasasse — fosse por minha causa ou porque minha parceira tivesse uma emergência de última hora —, ficar preso no trânsito do horário de pico costumava me deixar muito irritado. Assim foi até que aprendi uma preciosa lição que mudou completamente a minha mentalidade.
À medida que fui ficando mais velho e mais sensato, entendi o óbvio: os outros motoristas não eram o inimigo. Na verdade, a maioria deles nem sabia que eu existia! Com o tempo, fui melhorando, mas ainda me parecia uma simples ‘forma de piedade’, sem muito poder.
Então, enquanto refletia sobre um artigo anterior que eu havia escrito, intitulado “Pequenas Coisas e o que Realmente Importa” e meditava nas Escrituras, senti que algo começava a mudar dentro de mim.”. Primeiro, percebi que Deus, o nosso Pai, que sabe quantos fios de cabelo nós temos na cabeça, está no controle absoluto e conduz todas as coisas segundo o Seu propósito maior.
Assim, fui deixando de lado minha mania de julgar e minhas ideias preconcebidas, e comecei a relaxar e a colocar o volante nas mãos de Deus. Pensava: “Se eu perder o trem, me atrasar ou ficar preso no trânsito, não será por acaso. Sei que Jesus tem um plano melhor e que Deus está no controle”. À medida que essa verdade renovava a minha mente, comecei a ficar mais calmo, até mesmo no trânsito do horário de pico.
Não foi fácil mudar essa minha “programação padrão”. Precisava assumir a mente de Cristo, para que não fosse apenas eu me esforçando para ser mais paciente e calmo. Tratava-se de substituir antigos padrões de pensamento por novos — derrubar velhas fortalezas e estabelecer hábitos centrados em Cristo.
Numa manhã de domingo, quando saí para buscar um bolo de aniversário, aconteceu algo que marcou uma virada. Eu me peguei refletindo repetidamente nestas palavras de 2 Coríntios 5:19: “ou seja, que Deus em Cristo reconciliou consigo o mundo, não levou em conta as transgressões dos homens e confiou a nós a mensagem da reconciliação”. Ou, como diz em uma outra versão: “Pois Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo para si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta mensagem maravilhosa da reconciliação ele nos deu para transmitir aos outros” (Bíblia Viva).
De repente, algo mudou. Quando olhei para os automóveis ao meu redor, não via mais carros, mas sim pessoas. Cada motorista era uma alma pela qual Deus havia entregado Seu único Filho. Cada pessoa tinha a sua história, carregava um fardo, tinha suas mágoas e seus anseios. Cada uma delas era alguém que o céu desejava resgatar e reconciliar. E, de algum modo, em Sua misericórdia, o Pai havia me escolhido e chamado para esse ministério da reconciliação.
Aqueles motoristas deixaram de ser obstáculos ou inconveniências. Aquela necessidade de passar depressa simplesmente desapareceu. Eu só conseguia ver pessoas — feridas, em busca de algo, vivendo em um mundo quebrado, mas profundamente amadas por Deus. De vez em quando ainda tenho que lutar contra o velho homem, mas, pela graça de Deus, aos poucos estou chegando lá.
Desde aquele dia fatídico, a minha definição de “bom motorista” mudou completamente. Já não se trata apenas de obedecer às leis de trânsito, mas de lembrar, em todo momento, quem eu sou — um embaixador de Cristo — para poder ver as pessoas como Ele as vê. té as menores interações no trânsito se tornam oportunidades de refletir Seu amor, Sua paciência, Sua gentileza e Sua compreensão.
Como as Escrituras declaram: “Portanto, se alguém está em Cristo, é uma nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas!” (2 Coríntios 5:17).
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