Março 25, 2026
[Saved by a Tract]
“Distribuir literatura cristã é como soltar paina ao vento, carregada de preciosa semente que são sopradas pelos ventos do Espírito aos quatro cantos do mundo. A página impressa nunca vacila, nunca demonstra covardia, nunca é tentada a fazer concessões, nunca se cansa nem desanima. Ela viaja a baixo custo e não precisa alugar local para reuniões. Trabalha enquanto dormimos, nunca perde a paciência e continua sua obra mesmo depois que nós partimos desta vida. A palavra impressa é uma visita que entra no domicílio e ali fica. Mantém-se fiel às suas palavras e não retruca. É uma isca permanente na água onde nós, pescadores de homens, atuamos.”—D.M. Panton
Uma congregação com a qual trabalho aqui em Dresden, Alemanha, recebeu uma doação de cerca de 10 mil impressos para distribuição. As mensagens incluíam testemunhos de pessoas dos mais variados perfis, de ex-estrelas pornôs a celebridades do entretenimento que haviam se convertido a Jesus. O patrocinador desse projeto é um abastado empresário da indústria de calçados que conheceu Jesus por meio de um folheto. Seu plano era imprimir folhetos suficientes para entregar em todas as caixas de correio da Alemanha. (Nos Estados Unidos isso é ilegal e a pessoa pode ser multada, mas aqui na Alemanha é permitido se não tiver um adesivo na caixa de correio informando que não desejam receber nada além de correspondência. É bom verificar as leis locais.)
Nossa congregação, junto com outras da região, coordenou a distribuição, para que cada um cobrisse uma determinada área. Fizemos o mesmo em outras cidades, mapeando áreas e designando pessoas para cada uma. Saíamos regularmente para distribuir essas publicações e nossos próprios folhetos.
Cerca de 80% das pessoas na região onde trabalho são imigrantes iranianos que fugiram de um regime repressivo e se converteram ao cristianismo. Como ainda não são fluentes em alemão, foi uma boa oportunidade para eles participarem e compartilharem sua fé com outros moradores.
Fiquei pensando nessa abordagem e vi que seria útil para alguns de nós que, por motivos de saúde ou outros, não têm tanta oportunidade de sair de casa. Logicamente, existem os prós e os contras para esse método de colocar folhetos em caixas de correspondência. Uma vantagem é que a pessoa que recebe a literatura cristã pode passar os olhos e decidir se aceita ou não. Quando distribuímos na rua, às vezes as pessoas estão com pressa, não sabem do que se trata ou um amigo pressiona para que não aceitem, etc. Por outro lado, a desvantagem é que a pessoa não verá o sorriso de quem distribui o folheto e talvez descarte o panfleto por não lhe conferir o devido valor. No entanto, independentemente do método que use, folhetos são ferramentas poderosas que entram onde você não entraria e continuarão transmitindo a mensagem mesmo na nossa ausência. A verdade é que Deus pode usar um folheto para tocar um coração, independentemente de como chegue às mãos do leitor.
Muitos já foram impactados por folhetos evangelísticos sem nunca conhecerem a pessoa que os distribuía. Foi o que aconteceu com Hudson Taylor quando tinha 17 anos e entrou na biblioteca da casa. Como ele não queria se debruçar sobre um dos calhamaços nas estantes, pegou um folheto que estava na escrivaninha. E ficou impressionado ao entender que Cristo havia consumado a obra da nossa salvação. Após essa revelação, Hudson aceitou Jesus e O serviu fielmente durante 51 anos na China.
Existem inúmeras histórias sobre o poder de um folheto. Sadhu Sundar Singh distribuía exemplares do Evangelho segundo João em um trem. Entregou um a um passageiro, que o rasgou e o jogou pela janela. Um homem que passava perto dos trilhos pegou um pedacinho, onde estava escrito “o pão da vida”, na sua língua materna. Intrigado com a frase, ponderava no seu significado. Um dia descobriu que era do Novo Testamento. Leu o capítulo 6 de João que tocou o seu coração de tal forma que ele se tornou pastor e evangelista e passou a atuar naquela região.
Um ateu que recebeu um folheto na sua caixa de correio recebeu um folheto que dizia: “Prepare-te para encontrar o teu Deus!”. Enojado com aquela mensagem, ia queimar o folheto, mas pensou melhor e decidiu que seria mais inteligente pregar uma peça em um amigo também ateu. Mas o tiro saiu pela culatra, porque o outro que recebeu acabou se convertendo à fé em Jesus. E então passou para outro amigo, que também recebeu o Senhor.
Independentemente da camada da sociedade em que você se encontre, você pode distribuir folhetos. A rainha Mary da Grã-Bretanha (1867–1953) tinha o hábito de distribuir folhetos durante suas viagens.
O filho de um líder no reino de Arakan, situado a cerca de 400 km de Yangon, em Mianmar (antiga Birmânia), recebeu um folheto evangelístico. Como não sabia ler, procurou um missionário que o ensinou a ler em 48 horas. Ao ler a mensagem, decidiu levar um cesto cheio de folhetos de volta para casa e pregar o Evangelho ao seu povo. Como era uma pessoa influente, muitos o ouviram e mais de 1.500 pessoas foram batizadas. O custo de impressão daquele folheto foi de um centavo de dólar, certamente um investimento que valeu muito a pena!
Aqui estão algumas citações publicadas online sobre a eficácia de folhetos evangelísticos:
John Wesley escreveu: “Deus sempre age em resposta à oração. Até mesmo os que se converteram sem conhecer a Bíblia vieram a Jesus pela mensagem de um folheto”.
Jonathan Edwards, líder do “Grande Despertar”, também reconhecia o potencial dos folhetos para levar a mensagem a outros lugares. Ele escreveu: “Impressas em folhetos, as orientações e advertências da Palavra de Deus chegam a muitos não só no bairro, mas também a lugares distantes”.
George Whitefield, um poderoso pregador cristão e evangelista durante o Grande Despertar, dava grande importância à distribuição de folhetos evangelísticos. Ele disse: “Devemos usar a impressora para a glória de Deus. Folhetos nos oferecem uma boa maneira de despertar pecadores e confirmar e estabelecer aqueles que buscam ao Senhor”.
Em um sermão que pregou em 1739, Whitefield disse: “Eu amo as pessoas com espírito público, aquelas que divulgam o Evangelho por meio de sermões ou folhetos. Na minha opinião, nós negligenciamos o uso de folhetos evangelísticos. Por que não haveríamos de espalhá-los por toda parte? Eles são como as folhas da árvore da vida para a cura das nações”.
Em sua autobiografia, George Müller diz: “Estou convencido de que milhares e milhares de folhetos foram abençoados para a conversão de pecadores. Eles são os responsáveis pela edificação e consolo emocional dos santos”.
Charles Spurgeon, um famoso pregador batista e evangelista do século XIX, foi um forte defensor do uso de folhetos. Ele afirmou: “Folhetos são mais úteis do que sermões, porque a maioria lerá um folheto, mas não se deslocará para ouvir um sermão”.
Em 1873, Spurgeon disse em um sermão: “Folhetos são uma das formas mais úteis de literatura, e devemos sempre usá-los. Eles espalham a boa semente por todos os cantos; levam a mensagem ao local de trabalho e ao coração dos homens, e assim operam maravilhas”.1
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“Não há como dizer o que um único folheto pode fazer ou o seu alcance. A mensagem em um folheto pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, não importa quem ela seja ou qual seja seu estilo de vida ou carreira.”—Maria Fontaine
“Um simples folheto pode mudar a vida de alguém para toda a eternidade. Quando você entrega um folheto à pessoa que encontra na rua, pode estar literalmente contribuindo para a salvação da alma dela. Talvez você não tenha tempo para conversar com essa pessoa, ou talvez não fale o idioma dela, mas aquele folheto pode ser a oportunidade de ela Me conhecer e receber a salvação eterna.”—Jesus
PS: O link abaixo é para um artigo sobre esse assunto publicado no Âncora
A Arte Esquecida de Distribuir Folhetos do Evangelho | Âncora
1 “Gospel Tracts: A Long and Famous History,” Chick Publications, https://www.chick.com/battle-cry/article?id=Gospel-Tracts-A-Long-and-Famous-History.
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