Compartilhando as Boas Novas — Um Coração de Cada Vez

Fevereiro 5, 2026

Tesouros

[Sharing the Good News—One Heart at a Time]

Compartilhar a fé e conduzir as pessoas à salvação por meio da fé em Cristo é uma tarefa desafiadora, porém muito gratificante. Nem todos têm interesse em conhecer Jesus ou em buscar um relacionamento com Deus. Mas quando as pessoas recebem um testemunho e vêm a Cristo — seja no local ou depois — é um privilégio maravilhoso fazer parte disso ou desempenhar um papel de alguma forma.

Algumas pessoas com quem conversamos ou para quem damos um folheto do evangelho estão em um momento da vida em que estão abertas e prontas para receber a mensagem e aprender sobre o cristianismo. Talvez outras já tenham plantado sementes na forma de testemunha, ou Deus tenha agido em suas vidas de outras formas para levá-las até esse ponto. Então o Senhor as coloca no nosso caminho para podermos ajudá-las a conhecer o salvador de Cristo e a receber Jesus como Senhor e Salvador.

Mas não se surpreenda se algumas pessoas rejeitarem abertamente o seu testemunho ou até menosprezarem a sua fé. Pode ser desanimador quando você se aproxima para compartilhar a verdade que libertará as pessoas (João 8:31–32), e é ignorado, elas mudam de assunto, olham com desconfiança ou, em alguns casos, o ridicularizam ou atacam verbalmente. Quando isso acontecer (como acontece com todos em algum momento), não desista. Nosso papel é plantar as sementes da verdade e da fé e somente Deus pode fazê-las crescer em corações receptivos, como vemos na Parábola do Semeador.

O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Parte dela caiu sobre pedras e, quando germinou, as plantas secaram, porque não havia umidade. Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram com ela e sufocaram as plantas. Outra ainda caiu em boa terra. Cresceu e deu boa colheita, a cem por um.

Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus. As que caíram à beira do caminho são os que ouvem, e então vem o diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não creiam e não sejam salvos. As que caíram sobre as pedras são os que recebem a palavra com alegria quando a ouvem, mas não têm raiz. Creem durante algum tempo, mas desistem na hora da provação. As que caíram entre espinhos são os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança. —Jesus,Lucas 8:5–151

A experiência com jardinagem ou agricultura nos ensina que quem planta a semente não controla se ela irá crescer ou não. O jardineiro ou agricultor faz a sua parte ao preparar o solo, plantar a semente e regá-la e adubá-la, mas apenas Deus pode fazer a semente crescer. Não importa quão eficazmente você compartilhe o Evangelho com outras pessoas, o fruto final ou o resultado do seu testemunho está nas mãos do Senhor, de acordo com a resposta de cada indivíduo. Uma pessoa pode preparar o solo, outra plantar a semente e outra regar, mas é Deus quem dá o crescimento (1 Coríntios 3:6).

A primeira reação de algumas pessoas ao testemunho cristão é negativa simplesmente porque foram pegas de surpresa. Não esperavam nem estavam preparadas para entrar em uma conversa sobre um tema tão profundo quanto a fé em Deus ou o destino após esta vida. Outras podem ter tido experiências ruins ou ouvido argumentos contra o cristianismo que as deixaram desiludidas. Algumas precisam ser conquistadas por meio de um exemplo pessoal — o evangelho encarnado na vida cotidiana — antes de estarem dispostas a ouvir a mensagem.

Algumas podem sentir que, se receberem Jesus como Salvador, estariam traindo a religião na qual foram criadas ou seriam rejeitadas por sua família e cultura. Outras ainda não descobriram a futilidade de buscar a verdade máxima, o propósito e o sentido da vida nas coisas deste mundo, ou não querem pensar na morte e na vida após ela, muito menos do pecado e de seu destino eterno.

Há muitas razões pelas quais as pessoas não abrem o coração para Jesus na primeira vez em que têm essa oportunidade. Em culturas não cristãs e secularizadas, muitas vezes é necessário tempo e paciência para conduzir as pessoas a um conhecimento salvador de Jesus. Em alguns casos, envolve construir amizades e ser um bom vizinho, amigo, colega de trabalho ou aluno. Algumas pessoas são atraídas ao cristianismo por um exemplo vivo da nossa fé, pela maneira como vivemos e pelo amor e cuidado que demonstramos pelos outros.

Se alguém não estiver pronto para ouvir, não devemos forçar — mas tampouco desistir. Pode ser que nosso encontro seja apenas um passo em sua jornada até Jesus. Podemos continuar a orar e pedir ao Senhor que continue a agir no coração da pessoa e a regar as sementes que plantamos. Podemos nos colocar à disposição e deixá-las saber que teremos prazer em conversar quando desejarem. Talvez possamos encorajar sua fé por meio de um e-mail ou oferecendo, de tempos em tempos, literatura cristã.

Nossa tarefa é plantar as sementes da Palavra e da verdade de Deus no solo do coração das pessoas. A luz do Seu amor e a água da Sua Palavra resultarão, em alguns casos, no milagre de uma nova vida para aqueles que O receberem. Nossa paixão e desejo são compartilhar as boas-novas da salvação e ajudar outras pessoas a chegarem à fé em Cristo, mas somente Deus pode agir nos corações e vidas. Podemos apenas compartilhar a verdade do evangelho e demonstrar o amor de Deus; se elas escolhem ou não crer, receber e seguir Jesus como seu Senhor e Salvador é algo que pertence a cada pessoa diante de Deus.

Podemos preparar o solo, amaciá-lo com nossas orações e semear. Talvez nem sempre vejamos a colheita, mas podemos confiar que o Senhor agirá no coração e na vida das pessoas que O receberem. À medida que somos fiéis em compartilhar um testemunho, um folheto evangelístico, um Novo Testamento ou outros recursos cristãos, podemos confiar que o Espírito Santo atuará em seus corações e vidas. Quer essa pessoa escolha ou não receber a mensagem e vir a Cristo, estamos sendo fiéis ao cumprir o nosso chamado de pregar o Evangelho (Marcos 16:15).

Dicas para compartilhar eficazmente as boas-novas

Cabe a nós compartilhar as boas-novas com todas as pessoas em todos os lugares. Ao fazermos isso, é importante que vejamos cada pessoa como alguém que possui valor intrínseco aos olhos de Deus e é amada por Ele. Precisamos olhar além da aparência e enxergá-las como Deus as vê, como uma criação única.

Jesus nos deu um exemplo vivo de como se aproximar de pessoas que, em Sua época, não eram culturalmente aceitáveis. Ele falou com os desprezados cobradores de impostos, como Zaqueu, e chamou um deles, Mateus, para ser Seu discípulo. Ele Se aproximou de Maria Madalena, da mulher samaritana que encontrou junto ao poço, e curou os excluídos e os “intocáveis” de seu tempo. “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7). Peça a Deus que o ajude a ver cada pessoa que Ele colocar em seu caminho com os Seus olhos.

Alguns debatem o cristianismo por ceticismo, incredulidade e porque deseja expor seus pontos de vista. Mas nem todos os que parecem argumentativos se enquadram nessa categoria. Algumas pessoas são sinceras e argumentam porque estão genuinamente em busca de respostas; querem que suas objeções sejam rebatidas de maneira satisfatória.

Jesus deixou um exemplo valioso. Algumas perguntas eram sinceras, de pessoas que queriam conhecer a verdade, como Nicodemos que questionou como alguém poderia nascer de novo (João 3:1–21), e a samaritana junto ao poço, que perguntou sobre a água viva (João 4:5–15). Jesus respondeu e as conduziu à verdade sobre quem Ele era e como poderiam entrar no reino de Deus.

Os líderes religiosos da época só faziam perguntas para apanhá-lO em suas próprias palavras. Quando Jesus percebia que apenas queriam causar problemas, respondia com grande cautela, fazendo-lhes perguntas que os expunham e revelavam suas verdadeiras intenções. (Veja, por exemplo, Mateus 22:15–22; João 8:6–9.)

A Bíblia nos ensina a falar com convicção, mas também com mansidão e respeito. “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pedro 3:15). O apóstolo Paulo escreveu: “Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente.  Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 2:24–25).

Se, depois de algum tempo tentando se relacionar com alguém que é argumentativo ou hostil e procurando responder às suas perguntas ou objeções, ficar claro que a pessoa não quer ouvir as respostas oferecidas pela Bíblia, retire-se educadamente da conversa. Em Colossenses, lemos: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:5–6). Muitas vezes, ouvir com atenção e depois apresentar a verdade de forma amorosa e positiva é mais eficaz do que rebater.

Às vezes, quando testemunha para duas pessoas ou mais ao mesmo tempo, uma delas pode se mostrar resistente e tentar atrapalhar o testemunho. – Fazendo comentários depreciativos, perguntas insinceras ou desdenhosas, ou criando distrações. Costuma ser mais eficaz conversar individualmente, pois muitos ficam constrangidos ao falar sobre Deus, fé e assuntos espirituais, especialmente na frente de seus pares. No diálogo pessoal, até mesmo aqueles que pareciam não receptivos em grupo podem se mostrar mais abertos.

Um testemunho cativante

Em 1 Coríntios, Paulo declarou sua estratégia para alcançar as pessoas com o Evangelho: “Fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser coparticipante dele” (1 Corinthians 9:19–23).

Também podemos buscar uma abordagem que se relacione com cada uma em sua situação, história e cultura. Podemos nos aproximar e conversar de maneira amistosa, compreensiva, compassiva e solidária, procurando encontrar os pontos em comum. Ao testemunhar a não cristãos, podemos focar na pessoa de Jesus, a única figura religiosa que assumiu a forma humana, veio à terra e entregou a sua vida para a redenção e salvação da humanidade. Podemos falar do Seu grande amor por toda a humanidade e do Seu poder para transformar, curar, consolar e restaurar corações e vidas quebrantados.

Jesus disse que veio para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10). O Senhor também nos adverte a exercer sabedoria quanto a como, quando e a quem testemunhamos. “Eis que eu os envio como ovelhas no meio de lobos”, disse Jesus aos discípulos; “portanto, sejam astutos como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16). Somos chamados a compartilhar a mensagem do amor e da verdade de Deus com todos, mas especialmente com aqueles que crerão e aceitarão.

As recompensas

Como cristãos nascidos de novo, fomos chamados e comissionados para ser testemunhas de Jesus e compartilhar as boas-novas com aqueles que Ele coloca em nosso caminho. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Coríntios 5:20). Ser seus embaixadores é tanto o nosso chamado quanto o nosso privilégio.

Compartilhar as boas-novas do evangelho é profundamente gratificante! É um privilégio participar da transformação que o Senhor realiza no espírito e na vida das pessoas e saber que um familiar, amigo ou alguém a quem testemunhamos foi conduzido à salvação eterna. “Há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10), e nós, como instrumentos de Deus na terra, também participamos dessa alegria. Só isso já seria recompensa suficiente, mas há muito mais, pois Jesus prometeu recompensas abundantes no céu às Suas testemunhas. “Eu lhes digo: quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lucas 12:8).

 Nem sempre é uma tarefa fácil, e haverá momentos em que ficaremos desanimados ou frustrados quando nosso testemunho parecer não estar produzindo muitos frutos. Nessas ocasiões, ajuda lembrar que todo sacrifício feito nesta vida valerá a pena quando virmos Jesus. Um dia experimentaremos a alegria de saber que tivemos participação na salvação de outras pessoas e que fomos fiéis à Grande Comissão.

Publicado no Âncora em fevereiro de 2026.

[Adapted/Rewritten from Get Activated booklet “One Heart at a Time”]


1 A parábola do semeador também se encontra em Mateus capítulo 13 e Marcos capítulo 4.

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